Comer alimentos produzidos com uso amplo de pesticidas pode reduzir em quase 20% a chance de mulheres engravidarem

Qualidade dos alimentos consumidos está ligada à queda da taxa de fertilidade, aponta Harvard

Comer alimentos produzidos com uso amplo de pesticidas pode reduzir em quase 20% a chance de mulheres engravidarem

· No mundo moderno, veloz e cheio de inovações, se preocupar com a qualidade da alimentação pode fazer a diferença na hora de pensar em aumentar a família

· As taxas de fertilidade e de saúde de mães e bebês estão diretamente relacionadas ao uso de substâncias como agrotóxicos, muito utilizados pelas indústrias alimentícias

· Tendo em vista a liberação recente de uso de novos tipos dessas substâncias no Brasil, o quadro fica mais preocupante

Nunca se falou tanto em qualidade de vida. Mas acima de buscar equilíbrio entre trabalho, lazer e descanso, o sentido da expressão vem ficando cada vez mais amplo.
O cuidado com o que colocamos na mesa passou a ser fundamental. Quase uma questão de saúde. O problema se mostrou tão grave que algumas pesquisas já indicam que as consequências chegam, inclusive, na alteração da fertilidade. É o que aponta uma pesquisa realizada na Universidade de Harvard.

Os dados do estudo, publicado em 2018 pela Revista JamaInternal Medicine, mostram que a ingestão de frutas e vegetais contaminados por agrotóxicos pode reduzir a
fertilidade das mulheres em 18%. Esses tipos de componentes químicos interferem também na gestação. As chances de as mulheres darem a luz a uma criança viva é 26% menor.

As informações foram coletadas a partir de uma análise realizada no Hospital Geral de Massachusetts, com 325 mulheres de diversas faixas etárias, que preencheram
um questionário sobre suas dietas. Esses índices consideram as mulheres que consumiram duas ou mais porções de frutas e/ou vegetais. A partir daí, os cientistas passaram a analisar os níveis de substâncias pesticidas nos corpos delas, cruzando a análise com
o Programa de Dados de Pesticidas do Departamento de Agricultura dos EUA.

“Nos últimos anos tivemos um aumento da infertilidade feminina, e associamos a vida da mulher de antigamente e a mulher da atualidade.A
mulher atual está mais exposta a produtos industrializados, álcool e tabaco, produtos que levam a infertilidade sem causas aparentes. Esse estudo trouxe essa associação e não podemos especificar nenhum alimento que cause a infertilidade, mas, a mulher que
faz uma dieta mais balanceada, mais natural, com certeza tem sua fertilidade melhorada”, explica Dr. Agnaldo Viana, do
IVI Salvador.

Especialistas indicam redobrar o cuidado com alimentação. Escolher bem os produtos, priorizar orgânicos ou buscar mais informações sobre a procedência dos alimentos.
Lavar corretamente frutas e verduras não vai zerar o índice, caso haja contaminação, mas vai reduzir bastante o teor. Desse modo, se evitariam problemas de saúde que podem ser causados como consequência do uso dessas substâncias, que pode até provocar câncer.

Novos agrotóxicos no Brasil

Desde o início deste ano, já foram autorizados 239 novos pesticidas para uso no Brasil. Ao todo, certa de 2 mil são licenciados para uso nas lavouras do país. Pelo
levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil foi o país que mais gastou com agrotóxicos, ficando à frente de, por exemplo, Estados Unidos, China e Japão.

Sobre o IVI – RMANJ

IVI nasceu em 1990 como a primeira instituição médica em Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Desde então, ajudou a criar mais de 160.000 crianças,
graças à aplicação das mais recentes tecnologias em Reprodução Assistida. No início de 2017, a IVI fundiu-se com a RMANJ, tornando-se o maior grupo de Reprodução Assistida do mundo. Atualmente tem mais de 65 clínicas em 11 países e é líder em Medicina Reprodutiva.
https://ivi.es/ – http://www.rmanj.com/

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